“aprender a ler livros de novo” pode ser também uma forma de libertar minha mente destes detritos digitais empapados de dopamina, deste tsunami de informações digitais sem objetivo, algo que teria um benefício duplo: leria livros de novo e recuperaria minha mente.

Insistir na leitura, portanto, seria como uma meditação. Seria como livrar nossa mente das distrações externas e, mais que isso, lutar contra o fluxo da busca incessante de prazer em outras atividades. Claro, há quem fique completamente confortável durante uma leitura longa, não podemos generalizar, mas o que vem acontecendo com as novas tecnologias é que pegar um livro em papel com longos blocos de texto está competindo com estímulos provocados pelos meios digitais.

A questão é, será que o antídoto para tantas distrações e buscas por prazer em pequenas gotas de informação seria uma leitura mais consistente de um livro físico? Será que o livro digital também nos traria essa atenção plena ou se encaixaria no esquema das distrações digitais? A resposta eu não sei, mas por via das dúvidas, deixarei um clássico na minha cabeceira.

Daqui.

Quotes sobre excesso/consumo de informação

Esse é o maior problema de primeiro mundo que existe. ‘Minha caixa de emails está lotada’, ou ‘Não consigo lidar com todas as atualizações de status e tweets’ são enunciados comuns da elite digital. Apesar de reclamarmos sempre disso, a verdade é que a informação não está exigindo que você a consuma. Ela não pode. A informação não é mais autônoma e não tem a habilidade de forçar você a fazer qualquer coisa desde que você esteja ciente de como ela o afeta.

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Quotes sobre o vazio existencial masculino

… uma apatia existencial que se manifesta por meio do famoso “o que vier é lucro”. Uma postura destituída de valores e questionamentos. Ganhar dinheiro, transar, tomar umas com uns amigos e já está bom demais.

… inconfessáveis sentimentos estão aprisionados e o máximo de afetuosidade que pode manifestar acontece em partidas de futebol.

… os amigos tendem a incentivar essa visão de curto prazo. Afinal, estão todos no mesmo barco.

Daqui.

Beyond Beauty with Grace Neutral

Estou assistindo “Beyond Beauty” do canal i-D. A série, disponível no Youtube, mostra essa mina muito bonitinha da foto, a Grace Neutral, explorando o mercado coreano de tatuagens e modificação corporal.

Descobri vendo a série: é ilegal ser um tatuador na Coréia do Sul.

Num mercado onde a indústria da beleza movimenta mais de 6 bilhões de dólares/ano, só médicos podem tatuar alguém (e obviamente, médicos não querem ser tatuadores).

Num mercado onde é normal adolescentes fazerem cirurgias plásticas (sendo inclusive apoiados pela família), ter uma tatuagem, por mais minúscula que seja, é motivo de um preconceito absurdo.

Dá dó, por exemplo, ver um cara cujo o pai o ignora a mais de cinco anos só porque ele fez uma tatuagem e cultivou um cavanhaque.

A mesma cultura que abomina a modificação corporal de um lado, apoia veementemente do outro. Esse é um dos maiores pontos explorados pela série.

Os vídeos, com menos de 10 minutos cada, estão disponíveis no Youtube. São apenas quatro mas tudo indica que vem mais por aí.

Uma aula sobre a quebra dos padrões de beleza, respeito ao próximo e liberdade de expressão.

A perversão do fascista é a de acusar o outro de manipulação ideológica quando é ele o manipulador. É acusar o outro de impor um pensamento quando é ele que empreende todo os esforços para barrar qualquer pensamento. É impedir o diálogo denunciando o outro pelo ato que ele próprio cometeu. É nessa repetição de boçalidades que seguem os discursos de outros vereadores, invocando clichês bíblicos, lembrando de Sodoma e Gomorra e Adão e Eva, abusando de Deus.

Para perverter a realidade, o fascista conta com o consumismo da linguagem. Trata-se, como aponta Marcia Tiburi, de um vazio repleto de falas prontas. Não é um vazio silencioso, espaço aberto para buscar o outro, o inusitado, o surpreendente. Mas sim um vazio barulhento, abarrotado de clichês, de frases repetidas e repetitivas, usadas para se proteger do pensamento. Os lugares-comuns, neste caso específico a constante invocação de Deus e de leis bíblicas, são usados como um escudo contra a reflexão. Todo o esforço é empreendido para não existir qualquer chance de pensamento, ainda que um bem pequenino.

Daqui.

Controle é a resposta. O ansioso tende a tomar todas as providências pensando no amanhã. Sempre antecipando, planejando, adiantando. Tudo para garantir um certo resultado e evitar problemas. Para o ansioso, “largar e não pensar a respeito” soa irresponsável. “Deixar fluir” parece preguiça. É incômoda a sensação de “fazer nada” quando parece que o certo é “fazer tudo”, “correr atrás”, “se matar de trabalhar”.

Daqui.

It’s funny that two days with such opposing spirits come back-to-back in our calendars here in the U.S.: Thanksgiving Day and Black Friday.

One is about being thankful for what you have, and the other is about getting more of what you don’t have. They aren’t aligned at all.

Via: zen habits.

Sobre o aumento das newletters de conteúdo

Tenho uma pira com relação ao boom das newsletters. A distribuição de conteúdo se fragmentou. Um blog não é mais suficiente, um perfil no Twitter não é mais suficiente, fan page, seu perfil no Facebook, Snapchat, Whatsapp, grupos no Slack e lá vem uma rede social nova. Ufa, dá trabalho ser multi-presença.

Cada canal gera um tipo de feedback, pra acertar a mão você precisa testar todos eles. Você precisa ir até o leitor final de alguma forma. Isso dá trabalho, as redes são mutáveis e todo dia é uma coisa nova pra testar.

Lá vem o guru dizer que WhatsApp é a melhor ferramenta de marketing.
Lá vem o guru dizer que WhatsApp é a melhor ferramenta de marketing. Foto: Splitshire.

No fim das contas, a verdade é que dá trabalho atingir o público. Se você replica o mesmo conteúdo em todos os lugares, perde a essência. Desanima.

Putz, o Facebook mudou o algoritmo outra vez. Foto: Startup Stock Photos.

Porém, as pessoas querem produzir conteúdo. Melhor: as pessoas querem consumir conteúdo. E preza-se (muito) o conteúdo de qualidade.

A newsletter, na minha opinião, é o produtor de conteúdo desistindo de ir atrás do consumidor.

Quem quiser, assina minha newsletter que eu me comprometo a produzir conteúdo.

Apesar de não ser tão simples, torna-se um único canal a ser gerenciado e o público que está ali é fiel. Está ali porque gosta e ontinua porque é bom.

Mas né, essa é a minha pira. E pelo que tenho visto, os produtores de newsletters estão bem felizes com essa proximidade com o leitor.


 

PS: daqui a pouco surge alguém dizendo que newsletters são a nova ferramenta de marketing. Os antiquados vão adorar.