Sobre o aumento das newletters de conteúdo

Tenho uma pira com relação ao boom das newsletters. A distribuição de conteúdo se fragmentou. Um blog não é mais suficiente, um perfil no Twitter não é mais suficiente, fan page, seu perfil no Facebook, Snapchat, Whatsapp, grupos no Slack e lá vem uma rede social nova. Ufa, dá trabalho ser multi-presença.

Cada canal gera um tipo de feedback, pra acertar a mão você precisa testar todos eles. Você precisa ir até o leitor final de alguma forma. Isso dá trabalho, as redes são mutáveis e todo dia é uma coisa nova pra testar.

Lá vem o guru dizer que WhatsApp é a melhor ferramenta de marketing.
Lá vem o guru dizer que WhatsApp é a melhor ferramenta de marketing. Foto: Splitshire.

No fim das contas, a verdade é que dá trabalho atingir o público. Se você replica o mesmo conteúdo em todos os lugares, perde a essência. Desanima.

Putz, o Facebook mudou o algoritmo outra vez. Foto: Startup Stock Photos.

Porém, as pessoas querem produzir conteúdo. Melhor: as pessoas querem consumir conteúdo. E preza-se (muito) o conteúdo de qualidade.

A newsletter, na minha opinião, é o produtor de conteúdo desistindo de ir atrás do consumidor.

Quem quiser, assina minha newsletter que eu me comprometo a produzir conteúdo.

Apesar de não ser tão simples, torna-se um único canal a ser gerenciado e o público que está ali é fiel. Está ali porque gosta e ontinua porque é bom.

Mas né, essa é a minha pira. E pelo que tenho visto, os produtores de newsletters estão bem felizes com essa proximidade com o leitor.


 

PS: daqui a pouco surge alguém dizendo que newsletters são a nova ferramenta de marketing. Os antiquados vão adorar.

Tendências que estão mudando a sociedade

Changes of Tomorrow é um pesquisa feita pela galera da Hyper Island que traz um overview sobre as tendências que estão mudando a forma como vivemos passando por comportamento, negócios e tecnologia.

Alguns pontos que destaquei do início da pesquisa:

  • O fim da posse. Quando compartilhamento mais do que algo pro ego, se torna uma opção financeira inteligente (trabalhando no Fleety, esse é um assunto que piro).
  • Cultura ágil. Pessoas estão começando a se questionar quando as coisas não acontecem de forma simples e eficiente, especialmente no trabalho.
  • Equilíbrio entre vida e trabalho. E aí? Tem que separar? Tem que integrar? Como balancear isso de forma saudável?
  • O poder da colaboração. Dividir e compartilhar responsabilidades talvez seja um dos melhores meios de evoluir.
  • O novo papel da liderança. Mais do que guiar uma equipe, é necessário entender(e prever) o mercado para as mudanças bruscas que ocorrem.

Afora estes pontos, ainda tem conteúdo sobre como unificar tecnologia e saúde já é um assunto mainstream, realidade virtual, inteligência artifical, tecnologia invisível (aquela que você usa e mal percebe), captura de talentos, conhecimento híbrido e, nossa, dá pra ir longe nessa lista.

Recomendo muito a leitura dessa pesquisa. Pra cada item abordado tem pelo menos 4 links de referência e 3 exemplos de pioneiros no assunto.

Baixe a pesquisa.

Odeio acordar cedo, odeio segunda, odeio chuva, odeio trabalhar

Essa tirinha do Ryot lembra grande parte dos meus amigos. Vocês já pensaram em simplesmente não reclamar tanto?

Lembro até hoje do dia que realizei que não adiantava reclamar das segundas-feiras. Elas se repetem a cada 7 dias, então é basicamente atrair uma negatividade recorrente.

Não é só uma segunda-feira, vale pra tudo.

A Revolução Delas: um report sobre os novos comportamentos da mulher brasileira

Acabei de cair no link dessa pesquisa através de um tweet da @mariathereza.

Ignorando o ponto “mulher como minoria”, a pesquisa vai além e trabalha o contexto de que  “mulher é o mercado” mostrando mudanças sociais da última década e o quanto nossa percepção referente a elas tende a ser atrasada.

Confira o report completo aqui.

Créditos da foto: Nelson.

O impulso de ajudar terceiros e desencorajar trapaças foi algo que auxiliou primatas como você a sobreviverem em pequenos grupos por milhões de anos, mas quando o sistema se torna tão gigantesco e abstrato como o orçamento de uma nação ou o estado de bem-estar social, fica difícil ver o mundo através desses velhos comportamentos evolucionários.

Daqui.

mercado digital + sharing economy + húbris

Esse texto do Ibrahim ficou gigante, destaco 3 pontos:

  1. Gig economy – se você gosta de termos, vá atrás desse e faça todas as relações que você vai querer com a geração Y, mas tome cuidado.
  2. A supervalorização do algoritmo – como a gente tende a achar que a tecnologia vai resolver tudo.
  3. Húbris – não obstante todos se acharem especialistas, nos tornamos arrogantes. Achamos que o conhecimento sobre cases de terceiros + tecnologia são o tiro certo pra fazer vingar qualquer negócio.

Agora principalmente o ponto 3(emendado um tico com o 2), pensem em como isso não se resume a economia colaborativa. É o mercado todo pensando assim, quem domina o mínimo de tecnologia tem sido tratado como Deus.

Seria nossa presunção a maior culpada?

Aprenda rápido pra não errar rápido

Estava ouvindo um episódio do The App Guy Podcast e comecei a refletir sobre o conceito de “fail fast”.

Esse termo não cabe porque é ridículo pensar que você precisa errar. Esse termo não cabe porque volta e meia aplicam ele a um contexto de core business, como se falhar fosse sinônimo de falir e desistir.

Falhar, refazer e testar de novo é algo normal em qualquer negócio. No meio digital então? pfff… antes da bolha estourar já faziam isso.

Então o que fazer quando o desafio é tão grande que falhar não é opção? O que fazer quando você já pulou e precisa chegar do outro lado? Quando você aposta todas as fichas, falhar não é uma alternativa.

Nessa hora entra o improviso e a criatividade, é aí que mora a inovação. Você não pode falhar, você precisa antecipar o erro e reagir. Você precisa APRENDER.

É por isso que precisamos de menos ladainhas “fail fast” e mais “learn fast”.

Num mercado tão flexível como o nosso, não é o erro que vai te fazer falhar. É a incapacidade de evoluir.