Here it goes again

Às vezes eu sinto falta de escrever.

Blog, por uns anos, era onde eu fazia isso. Era fácil compartilhar e a galera curtir. Nos últimos anos, as coisas mudaram e os blogs não morreram, mas mudaram o formato. Eu abandonei esse aqui. Não deletei, abandonei. Um série de amigos também abandonou o seu.

Hoje, não tem uma plataforma que centralize. O que quero escrever vai pra um chat, pra um grupo de email, pra um rascunho que nunca mais vou ver, pra uma série de tweets, eventualmente vai até pro Facebook. Mas não existe um lugar único.

Mesmo assim decidi retomar o blog. Passei meses pensando: “no próximo fim de semana vou fazer um layout novo”. Passei meses sem retomar nada. Maior erro.

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No melhor estilo The Sims, deixei o tema padrão do WordPress e vamos ver o que rola.

Se você fuçar o passado do seu blog você acaba deletando ele todo.

Deletei uns posts que eram só imagens ou vídeos mas mantive textos antigos (mesmo não gostando).

No que diz respeito à falta de escrever, vamos ver. Se não rolar, ao menos esse post terá seus anos de absoluta permanência na página inicial.

Por que os médicos brasileiros são contra médicos cubanos no país?

Li uma notícia que falava sobre a hostilização por parte de alguns médicos brasileiros para com os médicos cubanos em seu primeiro dia de aula no Brasil.

Até o momento não tinha me interessado sobre o assunto (sou bem imparcial com esse tipo de coisa), sabia apenas que o governo brasileiro “importou” médicos cubanos para atender a carência no país.

Perguntei ao Solon Maia, médico e cartunista do blog Meus Nervos, qual eram as principais motivações para a indignação da clássica médica brasileira sobre o assunto e ele me respondeu tudo em tweets.

Transcrevo aqui, sob livre interpretação, tudo que ele me disse: Continuar lendo Por que os médicos brasileiros são contra médicos cubanos no país?

Dois comentários sobre educação financeira

Tenho sido meio neurótico com dinheiro nos últimos meses, controlo cada centavo do que gasto. Aí estava lendo um artigo sobre educação financeira e um comentário saltou da página e me esbofeteou a cara.

O que deu certo comigo foi automatizar a poupança ou, como eu chamava, “poupança compulsória”. Como sou autônomo, tenho várias fontes de renda, de valores e em datas variáveis. Assim, sempre que eu recebo qualquer valor, seja ele R$ 1,00 ou R$ 10.000,00, a primeira coisa que faço é destinar um percentual para a poupança e que depois repasso para uma corretora de investimentos. O que “sobra” é usado para me manter.

Mas nem tudo é maravilha. No início, estabeleci que deveria poupar 1/3, mas em alguns meses acabei ficando com limitações na qualidade de vida em razão disso. Daí dei um passo atrás para dar dois à frente. Reduzi para 10% e estabeleci como meta aumentar gradativamente o valor poupado em 1% a cada mês. Hoje, já poupo 42% e adaptei meus gastos e hábitos para que não sofresse nenhum revés.

Guardar 42% do que ganha. Você tem noção do que é isso? Continuar lendo Dois comentários sobre educação financeira

Internet e a obrigatoriedade de reclamar

Quote sobre um mimimi que rolou de um documentário sobre sereias. Sim, você não leu errado, SEREIAS.

… a internet deu voz a muita gente que, infelizmente, não merece ter uma. Tudo é oito ou oitenta, todo mundo se sente no direito de ficar ofendido e quem sofre são as timelines alheias.

E aí ele continua:

Ficar bravo com o Animal Planet deve estar em 5446° lugar na minha escala de prioridades na vida.

Assino embaixo, isso é meio que um resumo do que sinto pelas redes sociais. Realmente precisa dar piti por tudo?

Texto completo no Brainstorm9.

Sobre o jornalismo nos dias de hoje

Dos veículos surgidos na última década, o Huffington Post é o que dá mais sinais de ter entendido essa lógica. O Huffington Post não precisaria contratar os serviços das agências de notícias nem ter repórteres em todas as pautas possíveis. A publicação se permite usar um recorte do texto de um blog, mais um trecho da CNN e outro da Associated Press num texto que usa material já publicado para gerar um conteúdo novo. Como os créditos são citados e o Huffington não tem medo de oferecer os links para os materiais originais (prática que gera resistência na imprensa tradicional), não há parâmetro ético a ser questionado.

Álvaro Borba, mais uma vez, mandando bem. Recomendo a leitura do texto completo.

Relato de um técnico da 4ª divisão do futebol inglês

Sou técnico do pior time da Inglaterra, o York City. É um time nota 1.0 (numa classificação de 0 a 10.0), de forma que preciso fazer milagres com o péssimo orçamento do clube e virar do avesso pra ganhar com o elenco de baixo nível.

Uma das minhas estratégias pra conseguir dinheiro pro clube, é avançar nos torneios nacionais. Óbvio que com esse time fraco sempre sou eliminado, mas uma boa colocação chega a render três vezes o que o clube tem de grana disponível.

Pois bem, ontem eu cheguei à semi-final de um torneio. Um marco na história do clube. Continuar lendo Relato de um técnico da 4ª divisão do futebol inglês

Quanto vale baixar uma música ilegal?

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É corriqueiro discutir quanto vale uma hora de trabalho. Não vou entrar em detalhes mas, na pior das hipóteses, minha hora de trabalho vale 50 reais. Cinquenta conto.

Enfim, lá estava eu, tentando baixar o álbum de um tal de Duologue. Revirando sites obscuros e nada, nenhum linkzinho maneiro.

De saco cheio (mas ainda querendo o álbum), fui até a iTunes Store e achei de imediato. Custava 2 dólares.

jim

Cliquei, baixei e custou menos de 5 reais. Quanto vale o tempo que gastei procurando fracassadamente o álbum? No mínimo 20 vezes esse valor.

O crime não compensa gente.

btw: a música em questão.