Clareza(e cautela) no discurso com clientes

Para quem convive e/ou trabalha com desenvolvimento web, grande parte dos conceitos e tendências relacionadas a Web Standards e Acessibilidade são familiares. Entretanto, preocupa-me a forma como esses termos são tratados frente aos clientes, em sua maioria, leigos no assunto.

Conceitos claros como água pra você, podem parecer nada para outras pessoas.

É necessário apresentar esses conceitos de maneira que o cliente sinta-se à vontade para discutí-los. Não podemos esquecer que, muitas vezes, eles não são desenvolvedores habituados a esse “idioma”, mas sim pessoas carentes de uma consultoria web. Para eles, pouco importa que o site será acessível para deficientes visuais, o que eles querem é ver o site cheio de efeitos visuais que agradem a seus próprios olhos.

dialogo.jpg O que cliente diz o que precisa, você diz o que vai fazer. Existe uma sintonia nesse diálogo?

Com o excesso de informações e conceitos que temos hoje, é comum a insegurança de muitos ao defender um projeto web, mas encantar ao apresentar novas soluções é a melhor forma de conquistar novos clientes. Para isso, é necessário apresentar conceitos como usabilidade, wireframes e código semântico de maneira que o cliente não apenas entenda, mas sinta-se à vontade para discutir de igual para igual com o desenvolvedor.

explain.jpg Olha, é disso que eu estou falando!

Eis o grande desafio: apresentar anos de estudo e conhecimento de maneira inteligível e agradável em apenas alguns minutos de reunião. Para isso não existe fórmula pronta, a prática é a melhor maneira de aprimorar o discurso. O importante é nunca esquecer que, muitas vezes, o ouvinte não possui intimidade com o assunto da discussão e cabe a você ditar o ritmo do diálogo.

A prática leva à perfeição

Com o tempo, é fácil identificar cada tipo de cliente (inclusive os mais difíceis de lidar) e afinar o discurso de modo que ele assimile mais informações. Existem dicas, mas não existe fórmula pronta, somente a prática (e consequentemente a experiência) vão aprimorar o interlocutor e seu discurso na hora de defender um projeto.

E claro, não esqueçamos o portfólio…

Baseie seu portfólio em qualidade, e não quantidade.

Com certeza um bom portfólio agrega confiança ao seu trabalho, em muitos casos, ele contribui para que você ganhe mais liberdade na condução do projeto, ajudando (e muito) o seu discurso.

Outras dicas

Obs: Se você está lendo este texto via RSS, agradeça ao Jonny Ken, que resolveu o problema que eu estava tendo para exibir o texto completo nos feeds. ;)

Acessibilidade: Design com foco no conteúdo

Em se tratando de web, uma das coisas que mais atrai minha atenção é saber que o usuário tem o controle. Ele não precisa seguir um caminho linear, ele navega por onde bem entender à procura da informação desejada.

Facilitar o acesso à informação é o caminho do sucesso em um projeto web. E nesse ponto, é crucial aliar conteúdo de qualidade a uma apresentação impecável. Pense comigo: você pode ter o melhor produto do setor, mas se não apresentá-lo de maneira agradável contribuirá para reduzir o seu nível de confiabilidade.

Imagem Vitrines Os produtos podem ter a mesma qualidade, mas quem transmite mais confiança?

Entretanto não podemos esquecer do acesso à informação, não adianta ter um produto apresentado de maneira glamurosa se você não facilita o acesso a ele.

objetivo.jpg A informação está lá. Mas o usuário consegue chegar facilmente até ela?

E o que isso significa na prática?

Facilite a vida do usuário

Tenha em mente que muitas vezes você “perde” (entre aspas) no design para aumentar suas chances de conquistar o internauta.

Exemplo: um site com uma barra de rolagem interna.

barra1.jpg Até certo ponto, layout agradável e conteúdo ok.

No meu monitor de 17 polegadas o site aparece exatamente como na imagem acima. Agora veja o que acontece quando acesso de um monitor menor.

barra2.jpg Cadê o conteúdo? O site inteiro fica dentro desse espaço.

O conteúdo do site (que no fim das contas é o que realmente importa) fica num espaço pequeno e difícil de navegar. Apesar do layout “bacana”, não consigo acessar as informações de maneira agradável. Nesse caso, será que não valeria a pena modificar o layout para facilitar a navegação? Quem acha que sim, levante a mão.

hands.jpg Viva o usuário!

Isso quer dizer que devo fazer meu site no menor tamanho possível? Não. A recíproca também é prejudicial, diminua seu site para monitores 800×600 e ele ficará menor ainda em monitores de grande resolução, prejudicando a leitura.

O mesmo site visto em dois monitores diferentes. Vai uma lupa aí?

O que fazer então?

Desenvolva soluções criativas baseadas no público-alvo e no briefing do projeto. Tenha em mente que seu site pode ser acessado de vários dispositivos…

Existem até geladeiras acessando a internet atualmente.

E de várias maneiras…

Já tentou acessar seu site só com o teclado?

Não trabalhe achando que todo mundo acessa o site da mesma maneira que você. Desenvolva priorizando a apresentação do conteúdo de maneira agradável ao usuário, e não a apresentação do site como um todo. No fim das contas, o sucesso fica por conta dos que são criativos e sabem aliar os melhores conceitos de design e desenvolvimento web (leia-se padrões web, usabilidade, acessibilidade, SEO e todos os conceitos correlacionados) ao seu trabalho.

Lembre-se sempre que, não importa a forma de acesso do usuário, seu site sempre deve estar apresentável de modo que o conteúdo seja o foco.

Para saber mais

“Era Só o que Blogava”, mais um encontro de blogueiros

convite2.jpg
Confesso que minha primeira impressão do BlogCamp não foi das melhores, eu esperava algo bem mais sério. O problema é que como não sou blogueiro de carteirinha e trabalho o dia inteiro desenvolvendo sites, a minha expectativa era de um evento mais teórico como uma palestra ou algo do gênero. Mas, após entender o conceito, gostei do que vi. O bom é que as conversas, em sua maioria, são de um nível muito bom e bem expontâneas, afinal são pessoas com interesses em comum. Não vou nem comentar o lado descontraído do evento, onde você acaba conhecendo melhor alguns dos participantes.

Resumindo, o BlogCampPR foi tão legal que uma turma de Curitiba começou a se organizar para agendar novos encontros. Trocando figurinhas pelo Twitter e por e-mail, eu, o Neyl da Agência WX, o Fernando Undergoogle e alguns outros blogueiros, optamos por ir ao show do Diogo Portugal no bar “Era Só O Que Faltava”, nesta terça-feira (29/01).

Curiosamente apelidado de “Era só o que Blogava”, o encontro será mais uma ocasião oportuna pra debater assuntos relacionados à área (ou não), conhecer novas pessoas, conversar e, principalmente, se divertir.

Óbvio, estão todos convidados! :-D

Rodapé sempre no fim da página (sem javascript)

Para o novo site da Hiperquímica(que ainda não foi ao ar) precisei de uma solução para manter o rodapé sempre no fim da página, independente da quantidade de conteúdo que viria antes. Uma pesquisa rápida no Google me levou até algumas alternativas que utilizavam javascript[bb] (não me agradaram nem um pouco) e outras que utilizavam somente CSS.

As alternativas com CSS em sua maioria utilizavam duas propriedades para o rodapé: “position:absolute” e “bottom:0″. O problema dessa solução é que se redimensionarmos a janela do navegador, o rodapé sobrepõe o conteúdo, veja um exemplo dessa aplicação.

Procurando em sites gringos, encontrei uma solução interessante no qrayg.com. Adaptei o arquivo e disponibilizei um exemplo com código-fonte mais enxuto, confira!

O arquivo com exemplo dessa solução está bem simples, então acredito que não haverá dúvidas. Mas se precisarem de algum esclarecimento, é só comentar!

Como e porque abri uma empresa

Para os que ainda não sabem, eu abri um produtora web. Há tempos home office era algo que me atraia e agora, graças a Deus, consegui concretizar algo além disso.

Infelizmente, em vários lugares que trabalhei os projetos eram condicionados à supervisões desqualificadas, tanto em aprovações de cliente como de chefia. Desqualificadas não em conhecimento, mas sim no sentido de investir em novas idéias e propostas. Nunca concordei que basta copiar o que está dando certo, é preciso desenvolver soluções próprias de acordo com cada necessidade.

Entretato não reclamo, de alguma maneira isso contribuiu para minha formação. Fui obrigado a estudar e desenvolver técnicas que melhorassem minha produtividade[bb] frente a esses superiores.

Decidido a ser meu próprio chefe, optei por voltar a vida de freelancer e comecei a planejar as minhas metas. Esse planejamento foi além e se tornou um plano de negócios[bb] para um estúdio web. Consegui um investidor e demos início ao projeto.

Meu sócio e xará, o Guilherme, possui um estúdio de ilustração em São Paulo voltado à produção de storyboards e animatics, a Hiperquímica. Assim sendo, abrimos uma filial da empresa em Curitiba exclusiva para web.

Não pense que é fácil, o que eu imaginei que seria difícil se tornou 10 vezes pior. O projeto atrasou, a grana encurtou e problemas que nem imaginávamos apareceram, mas conseguimos iniciar as atividades há exatos 11 dias.

O maior problema atual é a ausência de portfólio, pois todos os projetos bacanas que trabalhei foram realizados dentro de outras agências, então não posso utilizá-los. Mas por outro lado, temos todo o trabalho de ilustração e produção de storyboards que transmite a responsabilidade que a Hiperquímica assume no dia-a-dia.

É por isso que esse blog ficou parado um bom tempo. Não foi fácil conciliar várias atividades. Mas agora estou de volta pensando 100% do tempo em desenvolvimento web. É provável que surjam posts com uma visão mais empreendedora[bb] e focada em planejamento devido à nova situação, mas o tema continua sendo o mesmo.

A minha dica pra quem quer fazer o mesmo é planejar e fazer o projeto sair do papel. Tenha em mente que problemas inimagináveis vão surgir e nessas horas a atitude vai contar muito mais que o planejamento. Aliás, planejamento sem realização não é nada.

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