Definindo a linguagem padrão do estilo aplicado no HTML

Geralmente inserimos folhas de estilo externas ou utilizamos o atributo style para inserir informações de estilo no HTML. A tag link é a opção mais utilizada e recomendada para inserir folhas de estilo externas, por exemplo:

<link href="cute.css" rel="stylesheet" type="text/css"/ >

Repare que nesse caso é informada qual a linguagem utilizada no estilo, através do type=”text/css”. Agora se você está utilizando o atributo style para estilos inline, o user agent pode não saber qual a linguagem utilizada no estilo aplicado. Ou se uma empresa desenvolver uma nova linguagem de estilos e um novo mime-type por exemplo, seria difícil impor e assegurar o funcionamento na plataforma de distribuição que temos hoje. Entretanto, existe uma maneira.

Se você precisar especificar uma linguagem padrão para todos os estilos aplicados no seu site, você pode utilizar uma meta tag no cabeçalho da sua página:

<meta http-equiv="Content-Style-Type" content="text/css"/>

E você pode inserir essa informação no header HTTP:

Content-Style-Type: text/css

Caso você utilize um servidor Apache, a partir da versão 2.0 você pode usar mod_headers e mod_setenvif no arquivo geral de configuração ou trabalhar a nível de diretório através do .htaccess:

SetEnvIf response Content-Type [text/html|application/xhtml+xml] html-content=1
Header add “Content-Style-Type: text/css” env=html-content

Vale lembrar que essas configurações não são ativadas por padrão na base de configuração do Apache[bb], se você quiser utilizá-las, deve ativá-las manualmente.

Obs: Este artigo é a tradução de um post do blog da W3C. Incluí alguns links para ajudar que, em alguns casos, podem refletir a minha opnião e de outros autores. Se houver dúvidas, comente!

O vídeo de Bruno Divetta e nossas atitudes profissionais

Sim, pode ser um viral. Mas o vídeo do Bruno Divetta me levou a pensar nas atitudes que tomamos profissionalmente. Por mais incrível que pareça, pense que existem muito profissionais que seriam capazes disso e provavelmente acham(ou acharam) isso o máximo.

Por isso é necessário analisar cada passo que damos profissionalmente. Às vezes, aquela idéia que parece genial, ainda não foi feita simplesmente porque não é tão boa assim. No calor do momento, muitas vezes nos deixamos levar pela emoção sem pensar nas consequências negativas de uma atitude. Nesse ponto é bom pensar duas vezes (quem sabe até mais) antes de concretizar uma idéia que envolva nossa imagem. Se ninguém obteve resultados dessa forma, é bom repensar o assunto. Afinal, cuidar da imagem não é apenas cuidar para não ser mal falado, é procurar ser melhor profissionalmente[bb].

Se o caso Bruno Divetta não for um viral, provavelmente alguma empresa dará um jeito de obter vantagem nisso. Ele pode estar gostando da repercussão agora, mas quem garante o futuro? Sinceramente, torço para que seja um viral.

Desenvolvimento web e a produção de impressos

Digamos que atualmente o mercado gráfico está consolidado. Os clientes já se acostumaram, salvo algumas exceções, a aprovar o layout, alterar o conteúdo e finalizar o material. Eu sei que a realidade não é tão bela assim, mas comparado ao mercado web, em questões de relacionamento com o cliente[bb], o mercado gráfico está anos-luz a frente.

Essa rotina de layout-alteração-finalização que o mercado de web herdou do gráfico deixa muito a desejar pois um site nunca deve ser finalizado. Diferente de um folder ou até mesmo uma apresentação multimídia, um site não possui período ou público específico, um site fica exposto o tempo todo a qualquer pessoa que queira acessá-lo. Com o tempo ele se torna defasado e carente de atualizações que possam interessar àqueles que já o conhecem, com o intuito de fidelizar futuras visitas.

Assim sendo, um material gráfico, em geral, cumpre seu papel ao ser lido pelo receptor. Já um site, tem a necessidade de conquistar o internauta a cada acesso, independente de ser a primeira vez ou não.

É por isso que a adaptação de materiais gráficos para web como forma de desenvolvimento pode ser uma interpretação errônea. Muitas vezes a criação de um novo conceito ou serviço específico para internet torna-se mais vantajoso para a empresa e para o desenvolvedor, pois obtém-se mais acessos e melhores resultados. Isso depende apenas do planejamento[bb] do projeto e da forma como o cliente é atendido.

Update: O título original desse artigo era “Desenvolvimento web além da alteração de materiais gráficos”. Mudei depois que o pessoal do Webinsider incluiu, com o título modificado, um link para o post no Outrolado.

Avaliando o trabalho de outros profissionais

É fácil falar sobre usabilidade, acessibilidade e afins. Mais fácil do que falar é avaliar esses critérios no trabalho dos outros . Isso me incomoda profundamente. Não por terem avaliado meu trabalho, a questão é que quando falamos de internet, a maioria dos profissionais olha apenas o próprio umbigo e esquece que um dia passaram por um processo de aprendizado.

Uma das melhores partes de trabalhar com web é a auto-avaliação que fazemos. Você termina um site e consegue mensurar o aumento do seu nível de conhecimento. Mas por nos tornarmos melhores, não ganhamos o direito de nos tornar analistas, isso não dá o direito de sairmos por aí criticando outros profissionais que não estão no mesmo nível. É preciso ser auto-crítico e ver que existem milhares de profissionais melhores. Eu, particularmente, não critico por isso aqui. Alguns anos atrás eu achava que era o cara.

É fácil para um profissional de web analisar outros sites. Não é raro descobrir que seu site é bem mais estruturado que outros, mas dar conselho é uma coisa, criticar reclamando é outra. Existem maneiras amigáveis de dizer a outros profissionais que aquela forma de raciocínio é errada.

Concordo que os famosos “sobrinhos” são, de certa forma, prejudiciais ao mercado. Mas, se muitos deles são profissionais em início de carreira e aprendizado, por que não mostramos a eles qual caminho seguir, ao invés de só dizer:

- Onde já se viu? Site em flash e tabela? Isso não pode e ponto final.

Não é melhor incluir argumentos e explicar o porquê de cada coisa? Auxiliando no aprendizado de novos profissionais, estaremos contribuindo para uma melhoria, ainda que pouco significativa, na qualidade do nosso mercado de trabalho[bb].

Estou dizendo isso, pois essa semana acompanhei um episódio curioso numa lista de e-mail. Um participante disse que estava começando na área e queria opniões sobre o site que ele tinha desenvolvido. Foram mais de 20 respostas até onde acompanhei, onde apenas uma conceituava a opnião dada. Todas as outras se resumiam a reclamações e opniões pessoais do tipo “não gostei” sem ao menos citar o porquê. O participante que havia pedido ajuda, com relação à utilização de tecnologias que ele havia feito, só recebeu pedradas. Resumindo, ninguém ajudou e, muito menos, o recepcionou bem na lista.

Então, de que adianta melhorar a qualidade de nosso trabalho se não contribuirmos na melhoria de nossa área de atuação? Não estou dizendo que todos devem ter blogs e fóruns com tutoriais sobre internet. Mas se não for ajudar, não atrapalhe.

Os “sobrinhos” e seus “tios” sempre vão existir, mas existe muita gente por aí que não se encaixa nesse conceito, muitos estão apenas começando e querendo aprender. Se você é um bom profissional, com certeza você não deve se preocupar com isso. Agora se você está competindo com esses profissionais e quer exterminá-los do mercado, abra o olho. Pode ser que você seja um deles e não percebeu. Ser “sobrinho” não é questão de conhecimento, é questão de atitude.

Site focado em resultados

Dos itens abaixo, qual você considera o mais importante em um projeto web?

  • CSS
  • XHTML
  • Programação
  • Layout
  • Grande número de acessos
  • Servidor estável
  • Usabilidade
  • Acessibilidade
  • Participação dos usuários
  • Posicionamento em mecanismos de busca.

Na minha opnião nenhum. O fator mais importante é o resultado. É ele quem vai determinar seu crescimento no mercado. Todo profissional de web conhece sites que fazem sucesso e não possuem algum dos fatores acima. Esses sites simplesmente seguem muito bem o propósito a que foram destinados.

O começo do projeto

Ao dar início a um projeto o principal é planejar suas metas. Não adianta vender um site administrativo (termo que não me agrada nenhum pouco) se você nem ao menos tem idéia de onde quer chegar. É importante acertar com o cliente quais os objetivos e alcança-los. Se isso não ocorre, é porque alguma etapa do processo de trabalho precisa ser revista, nem que seja aquela parte em que você deu ouvidos ao cliente. Coloque uma coisa na cabeça, existem muitos profissionais que constroem sites, tá cheio de curso de web design por aí. Agora desenvolver sites que realmente funcionam são poucos que conseguem.

Mas o cliente quer um site no ar e ponto final

Se o cliente não quer mesmo saber dessa “ladainha” (acredite, eu já ouvi isso), elabore suas próprias metas. Suba o site no ranking de buscas, faça um site mais leve, facilite o acesso a determinadas informações, elabore um layout melhor que o da concorrência e mostre ao cliente. Pode ser que ele não dê muita relevância, mas pelo menos ele ficou sabendo que alguma coisa você fez. Isso evita aquela história de, no meio do projeto, o cliente querer mudar tudo porque não está bom (pra ele).

Alcançando as metas

O principal meio é o estudo de métricas. Analise-as e faça as correções ou melhorias em seu site. descubra porque determinadas áreas são menos acessadas e realize campanhas on-line e off-line. Em determinados mercados somente o investimento on-line não é suficiente, é necessário aliar campanhas off-line para alavancar o sucesso do projeto.

Acompanhando e aprimorando

Não basta fazer, terminar e entregar. Acompanhe o projeto o tempo todo, nunca deixe de melhora-lo, revise sempre aqueles itens que citei lá no começo. Já atingiu o resultado esperado? Ótimo, agora trace novos objetivos e continue.

Se você ainda não tem esse hábito, foque em resultados, mesmo se o seu ambiente de trabalho não dá brecha para essa linha de desenvolvimento, trace seus próprios objetivos dentro ou fora do projeto. Os profissionais de web mais conhecidos do mercado, em sua maioria, fizeram parte de algum case que atingiu a meta proposta. E saiba que obter resultados, não significa necessariamente ficar famoso, mas sim deixar você e o cliente satisfeitos, pelo menos até a próxima meta.

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