Quotes sobre excesso/consumo de informação

Esse é o maior problema de primeiro mundo que existe. ‘Minha caixa de emails está lotada’, ou ‘Não consigo lidar com todas as atualizações de status e tweets’ são enunciados comuns da elite digital. Apesar de reclamarmos sempre disso, a verdade é que a informação não está exigindo que você a consuma. Ela não pode. A informação não é mais autônoma e não tem a habilidade de forçar você a fazer qualquer coisa desde que você esteja ciente de como ela o afeta.

Acumular e ler muito lhe confere poderes especiais, mas, na realidade, a capacidade de analisar e processar informação é que garante isso.

As pessoas pensam que vão ser mais bem sucedidas se elas processarem mais informação. E não existe evidência para isso.

A internet pode provocar atenção plena ou estupidez, depende de cada pessoa.

Tem muita gente que reclama da esposa ou do marido, de amigos que estão sempre nos seus iPhones. Acredito que se alguém oferece uma conversa interessante, nutritiva, de apoio, então as pessoas deixariam de lado o tempo no telefone. Se eu quero que você preste atenção em mim, eu tenho que ser mais interessante.

…a maior parte dos “heavy users” passa boa parte do tempo em apenas alguns poucos sites ou aplicativos, que são acessados repetidamente. “Isso é excesso de tempo aplicado a algumas poucas atividades online. A maioria das pessoas não percebe, mas seus comportamentos estão se tornando cada vez mais uniformes. Fugir disso é essencial.”

A internet é a única grande criadora de ignorância que a humanidade já inventou, como também é a única grande eliminadora dessas ignorâncias. É a nossa habilidade de filtrar informação que elimina a primeira e empodera a última.

As redes sociais exploram as necessidades de aceitação e de pertencimento, manipulando também nossas fantasias. É isso que cria uma mania de postar e de checar, compulsivamente, o número de curtidas e comentários.” Ela aponta que quanto mais nosso tempo é despendido nas conexões virtuais, maiores são as chances de lucro para inúmeras empresas.

Enquanto na dieta tradicional é preciso resistir à colher de Nutella diária, na digital a principal mudança é feita em relação ao tempo. Com o que você gasta seu tempo? Quanto tempo você dedica a seus projetos? Essa equação fecha de um jeito que te deixa feliz?

Você pode usar a internet para competir, invejar, se enciumar, ignorar, exigir, tentar agradar, se orgulhar, enxergar inimigos e culpados… Ou você pode usar a internet para se aproximar de cada vez mais pessoas e reconhecê-las como iguais a você, acompanhar mais vidas e as incluir em seu fluxo mental cotidiano, entender o mundo do outro a partir da perspectiva do outro, alegrar-se com suas alegrias, estimular seu florescimento.

Por trás de qualquer comentário ou ataque nas redes sociais, há um grito de socorro, uma tentativa desajeitada de ser visto, amado, uma vontade ser útil, de se conectar à grande família humana. Se nos posicionamos com essa motivação, não é necessário “se desconectar”. Podemos usar a tecnologia sem problema algum. Em vez de nos cansarmos, começamos a nos deliciar, a dançar, a nos divertir com tanta confusão e sofrimento — como um médico que arregaça as mangas diante de um ferimento.

Não há chance de uma pessoa se reapropriar de sua atenção sem parar em silêncio e se familiarizar com a própria mente. Não me refiro a colocar “meditar” como mais um item na lista de tarefas, mas a realmente se engajar em métodos poderosos de treinamento da mente, se possível sob orientação de professores e professoras qualificados dentro de uma linhagem de pessoas que dedicaram suas vidas para cultivar equilíbrio emocional, sabedoria, empatia e compaixão de modo muito preciso, durante séculos.

Transformar nossa presença online é transformar nossa presença. Não são processos diferentes.

Todos retirados desse excelente conteúdo da Contente.

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