Sobre o aumento das newletters de conteúdo

Tenho uma pira com relação ao boom das newsletters. A distribuição de conteúdo se fragmentou. Um blog não é mais suficiente, um perfil no Twitter não é mais suficiente, fan page, seu perfil no Facebook, Snapchat, Whatsapp, grupos no Slack e lá vem uma rede social nova. Ufa, dá trabalho ser multi-presença.

Cada canal gera um tipo de feedback, pra acertar a mão você precisa testar todos eles. Você precisa ir até o leitor final de alguma forma. Isso dá trabalho, as redes são mutáveis e todo dia é uma coisa nova pra testar.

Lá vem o guru dizer que WhatsApp é a melhor ferramenta de marketing.
Lá vem o guru dizer que WhatsApp é a melhor ferramenta de marketing. Foto: Splitshire.

No fim das contas, a verdade é que dá trabalho atingir o público. Se você replica o mesmo conteúdo em todos os lugares, perde a essência. Desanima.

Putz, o Facebook mudou o algoritmo outra vez. Foto: Startup Stock Photos.

Porém, as pessoas querem produzir conteúdo. Melhor: as pessoas querem consumir conteúdo. E preza-se (muito) o conteúdo de qualidade.

A newsletter, na minha opinião, é o produtor de conteúdo desistindo de ir atrás do consumidor.

Quem quiser, assina minha newsletter que eu me comprometo a produzir conteúdo.

Apesar de não ser tão simples, torna-se um único canal a ser gerenciado e o público que está ali é fiel. Está ali porque gosta e ontinua porque é bom.

Mas né, essa é a minha pira. E pelo que tenho visto, os produtores de newsletters estão bem felizes com essa proximidade com o leitor.


 

PS: daqui a pouco surge alguém dizendo que newsletters são a nova ferramenta de marketing. Os antiquados vão adorar.

Um comentário sobre “Sobre o aumento das newletters de conteúdo”

  1. “PS: daqui a pouco surge alguém dizendo que newsletters são a nova ferramenta de marketing. Os antiquados vão adorar.”

    Já dizem!! Principalmente depois que houve a mudança do feed do facebook sobre páginas oficias.

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