O que você oferece na hora de fechar um site? Já vi pessoas enviarem propostas enormes, oferecendo sistema de notícias, artigos, enquetes, estatísticas, cadastro de usuários, envio de newsletters. Calma, vamos parar por aí. Antes de gerar uma proposta, é necessário ter um briefing. O que o seu cliente vende? O que ele realmente precisa? Pode ser que aquela seção de artigos fique eternamente desatualizada e ele nunca envie uma newsletter sequer.
É um defeito nosso achar que, por incluir demasiadas opções em uma proposta, o cliente terá a impressão que somos excelentes profissionais. E aí que vem a dor de cabeça, o cliente espera muito mais do que podemos oferecer. Ele achou que a seção de notícias seria um novo portal do UOL, quando na realidade é apenas uma lista do que existe cadastrado. Será que faltou exemplificar isso? Ou será que foi maquiado na proposta?
A melhor forma de oferecer um serviço é vendendo-o como ele é. Sua proposta é para um site simples? Deixe isso bem claro ao cliente, seja sincero. Pois assim ele já sabe pelo que estará pagando. Você deixa de ouvir reclamações que o site não é o que ele esperava. Futuramente, você poderá oferecer, ou até mesmo ele irá solicitar, uma nova proposta de upgrade no site, incluindo serviços que se tornaram necessários automaticamente.
Já tem algum tempo que venho trabalhando e estudando uma metodologia diferente. Vejo o que o cliente precisa e faço, nada de adicionar serviços que não sejam necessários. Vou acompanhando as estatísticas de acesso e ofereço novas propostas para serviços que, de acordo com as estatísticas, vão trazer retorno e acelerar o desenvolvimento do site. O cliente consegue mensurar o retorno do investimento e avaliar o meu trabalho. Deixei de fazer um site administrativo para entrega-lo na mão do cliente. Vou acompanhando o site o tempo todo. Ganho menos? Inicialmente sim, mas prefiro receber mensalidades do que um valor fixo por 2 meses de sono e stress diário. Desse jeito, o cliente sai satisfeito, sabe pelo que está pagando e eu tenho menos dor de cabeça.
Por isso, volto a bater na tecla. O que seu cliente realmente precisa? Se sua proposta for bem elaborada e o cliente não gostar, não se preocupe, é porque nem ele sabe o que quer.