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Podcast Digital Paper #8 - Abra sua empresa!

No último sábado foi ao ar a edição n° 8 do podcast Digital Paper falando sobre abertura de empresas. Devido a minha atual função na Hiperquímica, fui um dos convidados do podcast que também contou com a participação do Neyl da Agência WX, Paca e Aguinelo.

Além de se divertir bastante, conversamos sobre diversos assuntos relacionados às dificuldade de abrir(e manter) sua própria empresa.

Vale ouvir pelo clima de descontração e pra saber o que fazemos pra sobreviver no mercado.

Então corra para o Digital Paper e ouça o podcast!

Clareza(e cautela) no discurso com clientes

Para quem convive e/ou trabalha com desenvolvimento web, grande parte dos conceitos e tendências relacionadas a Web Standards e Acessibilidade são familiares. Entretanto, preocupa-me a forma como esses termos são tratados frente aos clientes, em sua maioria, leigos no assunto.

Conceitos claros como água pra você, podem parecer nada para outras pessoas.

É necessário apresentar esses conceitos de maneira que o cliente sinta-se à vontade para discutí-los. Não podemos esquecer que, muitas vezes, eles não são desenvolvedores habituados a esse “idioma”, mas sim pessoas carentes de uma consultoria web. Para eles, pouco importa que o site será acessível para deficientes visuais, o que eles querem é ver o site cheio de efeitos visuais que agradem a seus próprios olhos.

dialogo.jpg O que cliente diz o que precisa, você diz o que vai fazer. Existe uma sintonia nesse diálogo?

Com o excesso de informações e conceitos que temos hoje, é comum a insegurança de muitos ao defender um projeto web, mas encantar ao apresentar novas soluções é a melhor forma de conquistar novos clientes. Para isso, é necessário apresentar conceitos como usabilidade, wireframes e código semântico de maneira que o cliente não apenas entenda, mas sinta-se à vontade para discutir de igual para igual com o desenvolvedor.

explain.jpg Olha, é disso que eu estou falando!

Eis o grande desafio: apresentar anos de estudo e conhecimento de maneira inteligível e agradável em apenas alguns minutos de reunião. Para isso não existe fórmula pronta, a prática é a melhor maneira de aprimorar o discurso. O importante é nunca esquecer que, muitas vezes, o ouvinte não possui intimidade com o assunto da discussão e cabe a você ditar o ritmo do diálogo.

A prática leva à perfeição

Com o tempo, é fácil identificar cada tipo de cliente (inclusive os mais difíceis de lidar) e afinar o discurso de modo que ele assimile mais informações. Existem dicas, mas não existe fórmula pronta, somente a prática (e consequentemente a experiência) vão aprimorar o interlocutor e seu discurso na hora de defender um projeto.

E claro, não esqueçamos o portfólio…

Baseie seu portfólio em qualidade, e não quantidade.

Com certeza um bom portfólio agrega confiança ao seu trabalho, em muitos casos, ele contribui para que você ganhe mais liberdade na condução do projeto, ajudando (e muito) o seu discurso.

Outras dicas

Obs: Se você está lendo este texto via RSS, agradeça ao Jonny Ken, que resolveu o problema que eu estava tendo para exibir o texto completo nos feeds. ;)

O vídeo de Bruno Divetta e nossas atitudes profissionais

Sim, pode ser um viral. Mas o vídeo do Bruno Divetta me levou a pensar nas atitudes que tomamos profissionalmente. Por mais incrível que pareça, pense que existem muito profissionais que seriam capazes disso e provavelmente acham(ou acharam) isso o máximo.

Por isso é necessário analisar cada passo que damos profissionalmente. Às vezes, aquela idéia que parece genial, ainda não foi feita simplesmente porque não é tão boa assim. No calor do momento, muitas vezes nos deixamos levar pela emoção sem pensar nas consequências negativas de uma atitude. Nesse ponto é bom pensar duas vezes (quem sabe até mais) antes de concretizar uma idéia que envolva nossa imagem. Se ninguém obteve resultados dessa forma, é bom repensar o assunto. Afinal, cuidar da imagem não é apenas cuidar para não ser mal falado, é procurar ser melhor profissionalmente[bb].

Se o caso Bruno Divetta não for um viral, provavelmente alguma empresa dará um jeito de obter vantagem nisso. Ele pode estar gostando da repercussão agora, mas quem garante o futuro? Sinceramente, torço para que seja um viral.

Desenvolvimento web e a produção de impressos

Digamos que atualmente o mercado gráfico está consolidado. Os clientes já se acostumaram, salvo algumas exceções, a aprovar o layout, alterar o conteúdo e finalizar o material. Eu sei que a realidade não é tão bela assim, mas comparado ao mercado web, em questões de relacionamento com o cliente[bb], o mercado gráfico está anos-luz a frente.

Essa rotina de layout-alteração-finalização que o mercado de web herdou do gráfico deixa muito a desejar pois um site nunca deve ser finalizado. Diferente de um folder ou até mesmo uma apresentação multimídia, um site não possui período ou público específico, um site fica exposto o tempo todo a qualquer pessoa que queira acessá-lo. Com o tempo ele se torna defasado e carente de atualizações que possam interessar àqueles que já o conhecem, com o intuito de fidelizar futuras visitas.

Assim sendo, um material gráfico, em geral, cumpre seu papel ao ser lido pelo receptor. Já um site, tem a necessidade de conquistar o internauta a cada acesso, independente de ser a primeira vez ou não.

É por isso que a adaptação de materiais gráficos para web como forma de desenvolvimento pode ser uma interpretação errônea. Muitas vezes a criação de um novo conceito ou serviço específico para internet torna-se mais vantajoso para a empresa e para o desenvolvedor, pois obtém-se mais acessos e melhores resultados. Isso depende apenas do planejamento[bb] do projeto e da forma como o cliente é atendido.

Update: O título original desse artigo era “Desenvolvimento web além da alteração de materiais gráficos”. Mudei depois que o pessoal do Webinsider incluiu, com o título modificado, um link para o post no Outrolado.

Avaliando o trabalho de outros profissionais

É fácil falar sobre usabilidade, acessibilidade e afins. Mais fácil do que falar é avaliar esses critérios no trabalho dos outros . Isso me incomoda profundamente. Não por terem avaliado meu trabalho, a questão é que quando falamos de internet, a maioria dos profissionais olha apenas o próprio umbigo e esquece que um dia passaram por um processo de aprendizado.

Uma das melhores partes de trabalhar com web é a auto-avaliação que fazemos. Você termina um site e consegue mensurar o aumento do seu nível de conhecimento. Mas por nos tornarmos melhores, não ganhamos o direito de nos tornar analistas, isso não dá o direito de sairmos por aí criticando outros profissionais que não estão no mesmo nível. É preciso ser auto-crítico e ver que existem milhares de profissionais melhores. Eu, particularmente, não critico por isso aqui. Alguns anos atrás eu achava que era o cara.

É fácil para um profissional de web analisar outros sites. Não é raro descobrir que seu site é bem mais estruturado que outros, mas dar conselho é uma coisa, criticar reclamando é outra. Existem maneiras amigáveis de dizer a outros profissionais que aquela forma de raciocínio é errada.

Concordo que os famosos “sobrinhos” são, de certa forma, prejudiciais ao mercado. Mas, se muitos deles são profissionais em início de carreira e aprendizado, por que não mostramos a eles qual caminho seguir, ao invés de só dizer:

- Onde já se viu? Site em flash e tabela? Isso não pode e ponto final.

Não é melhor incluir argumentos e explicar o porquê de cada coisa? Auxiliando no aprendizado de novos profissionais, estaremos contribuindo para uma melhoria, ainda que pouco significativa, na qualidade do nosso mercado de trabalho[bb].

Estou dizendo isso, pois essa semana acompanhei um episódio curioso numa lista de e-mail. Um participante disse que estava começando na área e queria opniões sobre o site que ele tinha desenvolvido. Foram mais de 20 respostas até onde acompanhei, onde apenas uma conceituava a opnião dada. Todas as outras se resumiam a reclamações e opniões pessoais do tipo “não gostei” sem ao menos citar o porquê. O participante que havia pedido ajuda, com relação à utilização de tecnologias que ele havia feito, só recebeu pedradas. Resumindo, ninguém ajudou e, muito menos, o recepcionou bem na lista.

Então, de que adianta melhorar a qualidade de nosso trabalho se não contribuirmos na melhoria de nossa área de atuação? Não estou dizendo que todos devem ter blogs e fóruns com tutoriais sobre internet. Mas se não for ajudar, não atrapalhe.

Os “sobrinhos” e seus “tios” sempre vão existir, mas existe muita gente por aí que não se encaixa nesse conceito, muitos estão apenas começando e querendo aprender. Se você é um bom profissional, com certeza você não deve se preocupar com isso. Agora se você está competindo com esses profissionais e quer exterminá-los do mercado, abra o olho. Pode ser que você seja um deles e não percebeu. Ser “sobrinho” não é questão de conhecimento, é questão de atitude.

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