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É correto abrir links em novas janelas?

Não, não é correto. À primeira vista, é comum acharmos que  a decisão de abrir links em novas janelas depende do site e do seu público. É normal imaginar que visitantes habituados a clicar em vários links estão mais acostumados a abri-los em novas janelas e visitantes que clicam menos são mais propensos a abrir links em uma nova janela para poder permanecer no site e navegar por ele depois. No entanto, isso não é verdade.

E aí? Na minha janela ou na sua? E aí? Na minha janela ou na sua?

Os usuários não gostam de lidar com dezenas de abas abertas involuntariamente e alguns visitantes tendem a se irritar rapidamente ao verem o botão “Voltar” desabilitado. Além disso, alguns visitantes podem não perceber que uma nova janela foi aberta e igualmente se frustarem com o botão “Voltar” desabilitado. Isso vai contra os bons princípios de usabilidade e experiência do usuário e nós, web designers, temos obrigação de defender tais princípios.

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Dicas para desenvolver páginas de produtos

Ao desenvolver um site institucional, geralmente o mais importante é a área de produtos ou serviços. É a vitrine do que a empresa vende. Não é raro encontrar sites com péssima estruturação dessas áreas, muitos sites chegam a ter uma ótima apresentação, mas pecam na hora de mostrar seus produtos e/ou serviços.

A situação piora drasticamente em alguns nichos de mercado onde existem empresas que chegam a ter mais de 500 produtos dentro de infinitas categorias, e, é claro, a empresa quer mostrar seus produtos no site (afinal é através disso que ela sobrevive). Como montar um estrutura que suporte um grande volume de dados e possua uma interface intuitiva e amigável com o usuário?

Nesse caso não estamos tratando de sites focados em comércio eletrônico[bb], mas sim de sites que oferecem uma estrutura de informação sobre seus produtos, claro que em alguns casos pode haver uma opção de comercialização, mas, como é mostrado posteriormente, deve ser utilizado com cuidado.

Vamos lá.

Conheça o produto

Briefing não existe à toa. Antes de mais nada, peça para o cliente explicar tudo sobre o produto. Conheça o que é e para que serve cada especificação técnica e característica do produto, mesmo sendo um produto pouco conhecido ou voltado para um mercado específico. Conhecendo o produto você já consegue saber como apresentá-lo melhor.

Crie uma página de apresentação para os produtos

O internauta pode não estar procurando um produto específico, ele pode estar só querendo conhecer a linha de trabalho da empresa, então evite apenas listar as categorias existentes, dependendo do caso, ele pode até desconhecer o significado de cada categoria. Criando uma página de apresentação você causa um impacto maior e consegue apresentar os produtos mais relevantes, direcionando o visitante para eles.

Imagem é tudo

Saiba trabalhar as fotos[bb]. Por mais simples que seja, forneça imagens de utilização, de ângulos diferentes e das qualidades do produto. Evite utilizar apenas uma foto. Visual é de extrema importância, quanto mais o internauta assimila o produto, mais ele o vincula à sua marca. Ás vezes, pode ser que ele esteja procurando apenas um detalhe específico do produto.

Apresente os preços discretamente

Se você não está focando em comércio eletrônico e sim em apresentação, não mostre os preços na lista de produtos, deixe para mostrar somente na hora de visualizar os detalhes. O preço pode espantar o internauta sem que ele saiba realmente o que o produto oferece. Um exemplo: a Apple faz o usuário conhecer o produto, aponta as qualidades, pra depois muito discretamente informar o valor junto à opção de compra.

Claro que isso não é válido nos casos em que o internauta estiver fazendo alguma comparação ou pesquisa.

Inclua o máximo de informações sobre o produto

Não seja superficial na descrição dos produtos. Deixe o internauta obter todas as informações que ele venha a precisar.

Tome cuidado com o uso de termos técnicos para não confundir os leigos e cuidado ao elaborar a estrutura de apresentação das informações, se houver muitos dados para mostrar cuide para a página não ficar confusa.

E por mais técnico que seu site seja, deixe para mostrar as informações técnicas somente na página específica de cada produto.

Não deixe o usuário se perder

Ofereça uma navegação usual e amistosa entre os produtos. Se houver muitas categorias e subcategorias, procure informar a localização do usuário.

Não complique a navegação, fixe um menu onde seja possível acessar todas as outras categorias facilmente. Um sistema de busca EFICIENTE também é indispensável.

Evite quebrar a área de produtos. Por exemplo, no menu principal do site inclua o link “Produtos”, ao invés de incluir dois links “Categoria1″ e “Categoria2″. Deixe para listar as categorias dentro da página principal de produtos.

Exemplos

Esses são alguns dos vários sites que pesquisei. Alguns deles são direcionados a públicos específicos, foquei somente na arquitetura de informação, não me prendi a problemas de design e usabilidade, muito menos na má qualidade do serviço oferecido por alguns.

Bosch

Prós:

  • Visualização dos produtos nas páginas de cada categoria;
  • Informações e especificações técnicas dos produtos.

Contras:

  • Categorias integradas ao menu principal. Apesar de serem áreas de atuação diferentes para cada categoria, o conteúdo de produtos se mescla com os demais;
  • Dificuldade na troca e localização das categorias;

Adobe

Prós:

  • Facilidade para encontrar produtos;
  • Diversos meios de navegação entre os produtos

Intel

Prós:

  • Informações sobre os produtos.

Contras:

  • Navegação é confusa e não segue padrão algum.

Itautec

Prós:

  • Fácil acesso à categorias diferentes;
  • Navegação intuitiva;
  • Descrição e especificações técnicas dos produtos.

LG

Prós:

  • Fácil acesso a outras categorias;
  • Descrição e especificações técnicas dos produtos.

Philips

Prós

  • Conteúdo das informações e especificações técnicas dos produtos.

Contras:

  • Navegação complicada e informações mal organizadas.

Samsung

Prós

  • Fácil acesso à produtos de uma mesma categoria;
  • Especificações e informações de suporte dos produtos;

Apple

Prós

  • Apresentação com destaque para os principais produtos;
  • Navegação intuitiva;
  • Clareza e organização nas informações de cada produto.

Finalizando…

É obvio que somente essas dicas não são suficientes. É preciso aliar essas informações a bons conceitos de design, usabilidade, SEO e padrões web para obter sucesso no seu projeto. Nem vou falar que URL’s amigáveis, qualidade de acesso, conteúdo bem redigido e HTML impecável ajudam ainda mais. Isso é coisa que qualquer desenvolvedor web deveria saber. E utilizar.

Pensar em usabilidade não é criticar

Usabilidade e acessibilidade são termos que estão em alta. Principalmente na hora de pensar nisso como defeito no site dos outros.

O menu está ruim? Tudo bem, então qual seria a melhor forma de apresentá-lo? Usabilidade e acessibilidade são áreas estudadas há muito tempo, mas só recentemente vem sendo divulgadas e utilizadas na internet. Vejo muita gente comentando, criticando e até vendendo (de forma errônea, mas vendendo), e poucos aplicando isso ao seu trabalho. A aplicação fica por conta de uma minoria, seguida e, as vezes, até plagiada pelos demais.

Uma forma de driblar o problema e aprender a aplicar conceitos de usabilidade no seu projeto é ser auto-crítico e estudar, veja bem, estudar não é apenas ler estudos de casos e acompanhar blogs de especialistas. Estudar é ir mais a fundo, é tentar entender como o usuário pensa e como os dispositivos funcionam, ler livros[bb] e desenvolver projetos visando apenas o aprendizado. Com certeza você vai aprender muito mais quebrando a cabeça para resolver um problema do que apenas visitando uma página com péssima usabilidade.

Antes de reclamar que está ruim, pense em como diminuir o problema e, se puder, resolva, aplique a solução e defenda os conceitos que você utilizou no processo. Perca de tempo? Não, aprendizado.

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